Força e fé
Uma das mais importantes lições que eu aprendi contigo foi sobre ter fé. Não exatamente fé em uma versão específica de algum deus pré-programado, mas fé em alguma coisa. Qualquer coisa. Eu levei 35 anos para descobrir que eu tinha essa fé em mim mesma. A fé de que não importa o que aconteça comigo, eu sempre serei forte o suficiente para me reerguer de qualquer situação.
Olhando para trás eu notei essa força em momentos determinantes de crescimento pessoal, de recomeços, de batalhas internas e externas. E ao longo da vida eu fui sendo lembrada dessa resiliência por diversos personagens, espalhados por todos os cantos.
Foi desde quando eu aprendi que contar comigo mesmo era sempre a saída, e que minha resiliência era uma constante.
Desde adotar um visual tido como rebelde para cicatrizar a dor dos cabelos tosados a mando de outrem. A entender que ofensa só nos atinge quando a gente dá importância para o que quer que seja que nos estejam usando na tentativa de ofender.
Foi desde muito cedo que eu entendi que ser diferente não era um problema, necessariamente, se eu soubesse assimilar a diferença como vantagem e usá-la como armadura para enfrentar um mundo que tenta me compor com cores e formas que nunca me couberam, desde o início.
Hoje, ao olhar fotos antigas eu vi como eu sempre fui capaz de portar um sorriso mesmo quando a dor era enorme por dentro. Nem meu olhar era capaz de deixar escapar o que se passava por dentro, fosse emocional ou físico.
A expressão vazia, o sorriso emoldurando um semblante inteligível. E nem é que eu não me permita sentir, porque eu sinto e sinto intensamente. Eu só acho que o que eu sinto é problema somente meu. E ninguém tem mais nada a ver com isso. Mesmo quando a dor que eu sinta tenha sido causada pela minha reação a atitude de alguém, a dor é minha.
Olhando para trás, eu lembro de toda essa dor que sempre se fez presente, e eu vejo os sorrisos, o humor, o eterno sim pra vida e o que ela ofereça. Eu sinto que eu venci toda vez que vejo do que sou capaz de fazer por mim mesma. De todas as vezes que eu me puxei da escuridão, até o ponto que eu entendi que a noite era meu habitat.
E não é que eu não derrame lágrimas, elas estão aqui, até mesmo agora. Mas eu acho que chorar me faz mais ainda capaz de seguir em frente. Mais ainda sincera com minha essência.
E quem me vê de longe, sorrindo, dançando, sendo tão sincera comigo mesma, às vezes não enxerga as lágrimas. E tudo bem. Eu choro para mim mesma, para me curar, para me lavar.
E para aqueles que notam, e me acolhem em seus ombros fartos de carregar a própria existência dolorida, eu só tenho que agradecer. A força de vocês se faz presente em mim também.
Olhando para trás eu notei essa força em momentos determinantes de crescimento pessoal, de recomeços, de batalhas internas e externas. E ao longo da vida eu fui sendo lembrada dessa resiliência por diversos personagens, espalhados por todos os cantos.
Foi desde quando eu aprendi que contar comigo mesmo era sempre a saída, e que minha resiliência era uma constante.
Desde adotar um visual tido como rebelde para cicatrizar a dor dos cabelos tosados a mando de outrem. A entender que ofensa só nos atinge quando a gente dá importância para o que quer que seja que nos estejam usando na tentativa de ofender.
Foi desde muito cedo que eu entendi que ser diferente não era um problema, necessariamente, se eu soubesse assimilar a diferença como vantagem e usá-la como armadura para enfrentar um mundo que tenta me compor com cores e formas que nunca me couberam, desde o início.
Hoje, ao olhar fotos antigas eu vi como eu sempre fui capaz de portar um sorriso mesmo quando a dor era enorme por dentro. Nem meu olhar era capaz de deixar escapar o que se passava por dentro, fosse emocional ou físico.
A expressão vazia, o sorriso emoldurando um semblante inteligível. E nem é que eu não me permita sentir, porque eu sinto e sinto intensamente. Eu só acho que o que eu sinto é problema somente meu. E ninguém tem mais nada a ver com isso. Mesmo quando a dor que eu sinta tenha sido causada pela minha reação a atitude de alguém, a dor é minha.
Olhando para trás, eu lembro de toda essa dor que sempre se fez presente, e eu vejo os sorrisos, o humor, o eterno sim pra vida e o que ela ofereça. Eu sinto que eu venci toda vez que vejo do que sou capaz de fazer por mim mesma. De todas as vezes que eu me puxei da escuridão, até o ponto que eu entendi que a noite era meu habitat.
E não é que eu não derrame lágrimas, elas estão aqui, até mesmo agora. Mas eu acho que chorar me faz mais ainda capaz de seguir em frente. Mais ainda sincera com minha essência.
E quem me vê de longe, sorrindo, dançando, sendo tão sincera comigo mesma, às vezes não enxerga as lágrimas. E tudo bem. Eu choro para mim mesma, para me curar, para me lavar.
E para aqueles que notam, e me acolhem em seus ombros fartos de carregar a própria existência dolorida, eu só tenho que agradecer. A força de vocês se faz presente em mim também.
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